Será que o Pastor Russell se contradisse ou cometeu perjúrio (mentiu) sob juramento?

J. J. Ross, um ministro presbiteriano de Ontário, no Canadá, caluniou o Pastor Russell em um folheto amplamente divulgado. O pastor Russell foi informado de que a melhor maneira de lidar com isso era levá-lo ao tribunal. Como pleiteante da causa jurídica, o Pastor Russell precisou ser interrogado para fornecer provas. Daí, Durante o processo judicial, perguntou-se ao Pastor Russell se ele conhecia o alfabeto grego. Ele disse que sim, e foi perguntado se seria capaz de reconhecê-los na forma impressa. Ele disse que poderia, mas que poderia cometer alguns erros. Em seguida, uma pergunta diferente foi feita: “Você conhece a língua grega?” Ao que o Pastor Russell respondeu: “Não”.

Isso parece bastante direto, mas em um folheto posteriormente publicado, esse ministro afirmou que o Pastor Russell havia mentido sob juramento naquele caso. Ele “ajustou” o texto da Transcrição oficial do Tribunal para dar a impressão de que o Pastor Russell havia sido pego numa armadilha e numa mentira. Na realidade, o ministro que escreveu esse panfleto é que estava sendo mentiroso. Embora a única cópia conhecida da Transcrição do Tribunal tenha desaparecido depois de ter sido analisada por um famoso “investigador de seitas”, havia citações suficientes da Transcrição antes dessa época, o que nos permite discernir a verdade.

O pastor Russell simplesmente disse que poderia reconhecer o alfabeto grego. Ele nunca quis reivindicar ter conhecimento erudito da língua. Alguns advogados são talentosos em fazer uma pessoa se confundir, mesmo quando a pessoa está tentando ser completamente honesta. O pastor Russell não vacilou nem inferiu nada contrário à verdade.

Sob essa ótica, veja a transcrição do diálogo:

  • Promotor Staunton: “O senhor conhece o alfabeto grego?”
  • Pastor Russell: “Sim”.
  • Promotor Staunton: “O senhor pode me dizer os nomes destas letras que o senhor vê?”
  • Pastor Russell: “Algumas delas (…) talvez eu possa me enganar em algumas delas.”
  • Promotor Staunton: “O senhor poderia me dizer os nomes destas letras no alto da página, da página 447 que tenho aqui?”
  • Pastor Russell: “Bem, não sei se serei capaz.”
  • Promotor Staunton: “O senhor pode me dizer que letras são estas? Olhe bem para elas, e veja se pode dizer.”
  • Pastor Russell: “Estou tendo dificuldade (…)” (neste ponto foi interrompido).
  • Promotor Staunton: “O senhor está familiarizado com o idioma grego?”
  • Pastor Russell: “Não.”

Como se pode ver, não houve mentira ou perjúrio algum. Conhecer letras gregas é bem diferente de conhecer o idioma grego.

Sobre seu conhecimento dos antigos idiomas bíblicos, o Pastor Russell afirmou:

“Com respeito à minha formação em grego e hebraico: Eu não apenas afirmo não ter conhecimento especial de nenhum desses idiomas, como também afirmo que em mil ministros religiosos, nenhum deles é um erudito, quer em hebraico, quer em grego.” (A Torre de Vigia de Sião, 15 de setembro de 1914, página 286 – em inglês.)

O assunto é simples assim. Por fim, temos de nos lembrar que quem estava sendo julgado por calúnia era o Reverendo J. J. Ross, não o Pastor Russell.

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