Entre os Estudantes da Bíblia as mulheres ocupam cargos de liderança ou têm apenas um “papel secundário”?

É verdade que, no Velho Testamento, vemos que Débora, uma mulher, ocupava o papel de juíza – um papel de liderança.

Mas é importante levar em conta que mesmo no Israel antigo as mulheres não eram escolhidas para o cargo sacerdotal. Na Era Evangélica, o apóstolo Paulo, por inspiração divina, escreveu que as mulheres deveriam permanecer em silêncio nas congregações.

“Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos, permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a Lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja.” ‭‭– 1 Coríntios‬ ‭14:33-35,‬ ‭NVI‬‬

Precisamos, no entanto, entender o que significa “ficar em silêncio”. Será que Paulo se referia ao silêncio absoluto, sem poder dar comentários, etc? O próprio Paulo esclarece isso no capítulo 11 de 1 Coríntios. Ali Paulo diz que uma mulher, ao orar ou profetizar, deveria cobrir a cabeça. (1 Cor. 11:4) Isso indica que as mulheres tanto oravam quanto profetizavam nas congregações, mas, para isso, deviam cobrir a cabeça. O dom de profetizar (que hoje não existe mais) era considerado um dos maiores dons espirituais. (1 Cor. 14:1) 

Com esses detalhes em mente, podemos entender de que modo as mulheres deviam permanecer em silêncio nas congregações. Tem que ver com ocupar cargos oficiais de ensino, como o de ancião e diácono. Isso está em harmonia com a descrição para esses cargos. 1 Timóteo 3:2 diz que o ancião “deve ser marido de uma só mulher”. (Portanto, vemos que o papel de ancião cabe aos homens.) 

Isso é da vontade de Deus, mas de modo algum diminui o papel da mulher, pois vemos que tanto no Velho Testamento quanto no Novo, mulheres foram usadas em papéis importantes, inclusive o de profetizar.

Entre os Estudantes da Bíblia as mulheres consagradas podem representar a eclésia em oração, com a cabeça coberta. Também participam ativamente de projetos relacionados com a organização da eclésia (como cargos de secretária, ou cuidar das contas da eclésia, etc.), bem como participam na votação para a escolha de anciãos e diáconos. Também participam em projetos e comissões de divulgação das boas novas. Algumas possuem sites de divulgação de publicações e outras atividades dos EBs. Embora não seja a regra, já houve artigos da revista O Arauto que foram escritos por uma irmã. (Nesse caso, entende-se que há uma diferença entre ter um cargo público de ensino e escrever alguma matéria que será, na prática, transmitida ou ensinada por um ancião na eclésia.)

Resumindo, entre os Estudantes da Bíblia as mulheres participam ativamente das atividades das eclésias, mas não assumem cargos de ancião ou diácono.

Não vemos a questão como uma dicotomia injusta entre papéis de liderança e papéis secundários. Vemos o assunto como ambos (homens e mulheres) ocupando papéis importantes e complementares na eclésia, embora distintos em alguns casos.

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